Primeira mulher a assumir a direção-geral da EMAP, Rafaela Mattioli Somma concede entrevista especial

Primeira mulher na história da magistratura paranaense a assumir o cargo de diretora-geral da EMAP, Rafaela Mattioli Somma traz um currículo de respeito e experiência para conduzir o trabalho na instituição que completou 40 anos em 2023. Indicada pela presidência da AMAPAR, Rafaela conta que recebeu a nomeação com grande felicidade e um sentimento ampliado de responsabilidade. Depois de atuar nos últimos cinco anos como supervisora pedagógica da EMAP, ela espera contribuir para o crescimento da magistratura paranaense. “Um dos principais focos da gestão consiste, exatamente, na retomada e aprimoramento dos cursos de formação de magistrados. A iniciativa conta com o apoio do presidente da AMAPAR, Marcel Ferreira dos Santos, e do presidente do TJPR, desembargador Luiz Fernando Tomasi Keppen, ambos comprometidos com a excelência na formação jurídica”, disse. A entrevista também mereceu menção especial ao acordo celebrado entre CNJ, AMAPAR e EMAP que manifesta a intenção das instituições em cooperar para viabilização da participação de pessoas negras e indígenas em concursos da magistratura em condições mais igualitárias com demais candidatos. No dia 1º de março a EMAP e a comunidade jurídica paranaense vivenciaram dois fatos sem precedentes. O primeiro foi a escolha do seu nome para direção-geral da EMAP, a primeira mulher na história da magistratura paranaense indicada para o cargo. Como recebeu a notícia e espera somar junto à instituição? A nomeação para a direção-geral da EMAP foi recebida com grande felicidade e um sentimento ampliado de responsabilidade. A experiência enriquecedora de compor a direção geral, na condição de supervisora pedagógica, durante os últimos cinco anos, nos mandatos do desembargador Clayton de Albuquerque Maranhão e do Dr. Osvaldo Canela Junior, me preparou para este momento histórico, de modo que, agora, na condição de primeira mulher a assumir tão relevante função, pretendo contribuir significativamente para o crescimento e o desenvolvimento da magistratura paranaense. O segundo fato, também inédito, foi a assinatura do CNJ, AMAPAR e EMAP do memorando de entendimento assinado que manifesta a intenção das instituições em cooperar para viabilização da participação de pessoas negras e indígenas em concursos da magistratura em condições mais igualitárias com demais candidatos. Como analisa o acordo? O memorando de entendimento, proposto pelo Ministro Luís Roberto Barroso e respaldado pelas entidades CNJ, AMAPAR e EMAP, representa avanço significativo no que concerne ao propósito de inclusão de pessoas negras e indígenas nos quadros da magistratura. Este projeto, alinhado ao objetivo de espelhar a diversidade da população brasileira no sistema judiciário, promove a oferta de 200 vagas gratuitas para candidatos negros e indígenas no curso preparatório ao Exame Nacional da Magistratura da EMAP. A iniciativa busca não apenas promover a igualdade de oportunidades, mas também fomentar a criação de um sistema judiciário mais representativo e equânime. Temos uma novidade, que é o Exame Nacional da Magistratura. Como a EMAP espera contribuir e ofertar cursos preparatórios para tal certame? A EMAP, reconhecendo a importância do Exame Nacional da Magistratura, desenvolveu dois cursos específicos para atender as necessidades dos candidatos. O primeiro, extensivo, aborda todas as disciplinas que compõem o edital do exame, com ênfase na formação humanística e em Direitos Humanos. O segundo, intensivo, oferece preparação para o mesmo exame, mas em lapso temporal e com carga horária reduzidos. Esses cursos, projetados para formar magistrados estaduais, federais e do trabalho, refletem nosso compromisso com a excelência e a preparação abrangente para o exame. Quais novidades podemos esperar em termos de cursos de capacitação e demais ações voltadas exclusivamente à magistratura paranaense? Um dos principais focos da gestão consiste, exatamente, na retomada e aprimoramento dos cursos de formação de magistrados. A iniciativa conta com o apoio do presidente da AMAPAR, Marcel Ferreira dos Santos, e do presidente do TJPR, desembargador Luiz Fernando Tomasi Keppen, ambos comprometidos com a excelência na formação jurídica. O objetivo é estreitar a colaboração com a EJUD-PR, assegurando uma educação jurídica de alta qualidade e relevância para toda magistratura paranaense. Dra, por gentileza. Peço que nos conte um pouco sobre sua trajetória, desde os tempos da escolha pelo Direito, quais comarcas atuou e também suas contribuições junto à EMAP. Sou natural de Assis, São Paulo. Formada e com Mestrado pela Universidade Estadual de Londrina, passei a lecionar em cursos de graduação em Direito. Fui servidora do TRE-PR por cinco anos antes de ser nomeada juíza do TJPR, atuando nas Comarcas de Bela Vista do Paraíso, Nova Londrina e Cornélio Procópio. Na capital desde 2014, comecei a dar aulas na EMAP em 2015, exercendo a supervisão pedagógica da entidade a partir do ano de 2019, cargo que ocupei até este momento de nomeação para a Direção-Geral, por designação dos então Presidentes da AMAPAR, Geraldo Dutra de Andrade Neto e Jederson Suzin. Em 2023, assumi o compromisso de firmar as posições da AMAPAR no COGR – Comitê Orçamentário e Gestor Regional da Política de Atenção Prioritária ao 1º Grau de Jurisdição. Atualmente, em respeito à importância que a academia exerce na minha relação com o Direito e com a justiça, não só continuo exercendo a docência, mas torno à condição de aluna, cursando Doutorado na UFPR.

Parceria entre CNJ e escola de magistratura do Paraná vai garantir 200 bolsas de estudo

A execução das ações de implantação do Programa de Ação Afirmativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) terá a parceria da Associação de Magistrados do Paraná (Amapar) e da Escola de Magistratura do Paraná (EMAP). O memorando de entendimento foi assinado nesta sexta-feira (1º/3) e manifesta a intenção das instituições em cooperarem para viabilizar a participação de pessoas negras e indígenas em concursos da magistratura em condições mais igualitária com demais candidatos. O presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, assinou parceria entre o CNJ, a Associação de Magistrados do Paraná (Amapar) e a Escola de Magistratura do Paraná (EMAP) no Programa de Ação Afirmativa. FOTO: Rômulo Serpa/Ag. CNJ A participação da Amapar e da EMAP permitirá o credenciamento e a oferta de 200 vagas em cursos preparatórios para pessoas negras e indígenas para o Exame Nacional da Magistratura (ENAM) e para os concursos dos tribunais, por ramo da Justiça. Esse trabalho também deve possibilitar a formação de equipe multidisciplinar para acompanhar as pessoas contempladas com a Bolsa Manutenção, em todas as questões relacionadas ao concurso e à saúde mental. As instituições deverão implementar ainda um programa de suporte para pessoas negras e indígenas beneficiárias de Bolsa Manutenção, inclusive com adoção de métodos para acompanhamento de editais abertos e estratégias para evitar evasões e desistências do Programa. Segundo o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, as parcerias institucionais são fundamentais para a consolidação do Programa. “Essa iniciativa vai permitir melhorar a demografia de gênero e raça na magistratura, dando melhores condições de competitividade”. O presidente da Amapar, Marcel Ferreira dos Santos, disse que a iniciativa vai ajudar os bacharéis negros e indígenas de maneira concreta. “Eu sou filho de um desembargador negro e sabemos como um incentivo pode dar bons resultados”. Além do Paraná, a Associação de Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) e a Escola Superior da Magistratura do RS também figuram como parceiros do Programa. Equidade étnico-racial O Programa CNJ de Ação Afirmativa efetiva as políticas do CNJ criadas para garantir a equidade étnico-racial no Poder Judiciário. Entre elas estão as Resoluções n. 203/2015 e n. 512/2023, que estabelecem, respectivamente, os percentuais mínimos de 20% de pessoas negras e de 3% para pessoas indígenas na carreira da magistratura. O público-alvo do programa são pessoas autodeclaradas negras e indígenas que sejam bacharéis em Direito, além de outros critérios de vulnerabilidade socioeconômica, diversidade de gênero e diversidade regional. O Programa oferece dois benefícios: a Bolsa de Estudo para curso preparatório de concursos de ingresso na magistratura, incluindo o Exame Nacional da Magistratura; e a Bolsa Manutenção, que vai auxiliar o custeio de despesas relacionadas às inscrições em provas, material bibliográfico, alimentação, transporte, moradia e outras necessidades, até a conclusão do curso de formação de juízes e juízas. Linguagem Simples Adesão do TJPR ao Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples. Foto: Rômulo Serpa/Ag.CNJ A agenda do presidente do CNJ em Curitiba também marcou a adesão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) ao Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples. Para o ministro Barroso, o mundo do direito se afasta muito da sociedade com termos “empolados” que são usados de forma desnecessária. “Estamos desenvolvendo um projeto de utilização de linguagem simples para evitar que a linguagem seja um instrumento de poder que exclui as pessoas que não dominam esse conhecimento, da participação e do debate”. Na ocasião, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, homenageou o ministro com a Comenda de João Durim – Luz dos Pinhais. Ele explicou que a honraria reconhece o esforço do homem para ser maior do que as árvores que dão o nome à Curitiba, que significa luz dos pinhais. “Percebemos que, nos dias sombrios da pandemia, havia luz no seu coração e sentimentos profundos de cidadania. Um ministro que atendia o telefone e ouvia nossas angústias. O consideramos um dos nossos: um brasileiro notável, cheio de luz”, afirmou o prefeito. Texto: Lenir Camimura Edição: Sarah Barros Agência CNJ de Notícias

Formatura do curso de preparação à magistratura

O ato que celebrou a formatura do curso de preparação à magistratura, realizado nesta terça-feira, no TJPR, pode ser considerado o desfecho especial de um ano que marcou as comemorações dos 40 anos da Escola da Magistratura do Paraná (EMAP). Além de homenagens aos professores e alunos formados nos anos de 2022 e 2023, as autoridades presentes ressaltaram, de forma tocante, a importância da EMAP na formação da magistratura paranaense e um alicerce indispensável à comunidade jurídica. Presidente da AMAPAR, o juiz Jederson Suzin se dirigiu aos cursistas para ressaltar a importância de “se doar”, como característica de conduta profissional e pessoal de magistrados e magistradas. Também destacou a excelência da magistratura paranaense. “A magistratura paranaense é diferenciada e muito se deve à Escola, porque bem preparou a magistratura para o ingresso na carreira”, observou. Presente ao ato, o 2º vice-presidente do TJPR, desembargador Fernando Antônio Prazeres, que foi diretor-geral da entidade, teceu alguns adjetivos que formam a imagem da EMAP. “Ela é o centro de inteligência do judiciário, isso não pode nunca ser esquecido e sempre valorizado”, disse. Cumpriu ao diretor-geral da EMAP, Osvaldo Canela Junior, comentar a didática da instituição na preparação aos princípios norteadores da magistratura. “Foram imersos em um processo educacional que ultrapassou as fronteiras do aprendizado técnico, introduzindo-os nos valores fundamentais da justiça, ética e equidade”, apontou. A juíza Rafaela Mattioli Somma, supervisora pedagógica, lembrou os diferenciais da EMAP. “O curso que vocês fizeram foi preparado para que estejam prontos não somente para ingresso na carreira da magistratura, mas para exercerem, efetivamente, a função de magistrado”, acrescentou. Diretora do núcleo de Curitiba, a juíza Caroline Fontes Vieira trouxe luzes aos formandos para que consigam acolher dúvidas e também sonhos, além de evidenciar a singularidade da EMAP. “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas, a nossa EMAP é mais do que uma simples escola, ela é a casa e o sonho de todo magistrado e magistrada paranaense”, disse. Também discursaram na solenidade a aluna Júlia Dinah Vaz Gonçalves (oradora) e o professor Thiago Flores Carvalho (paraninfo). A formatura da EMAP contou, ainda, com a participação de demais magistrados, magistradas, professores, professoras, familiares e amigos dos alunos e alunas. Gravação da Formatura

Magistrados paranaenses estão entre os vencedores do Concurso Nacional de Artigos Científicos: 20 anos de Vigência do Código Civil”

O artigo “O “ANTES E O DEPOIS” DO CÓDIGO CIVIL DE 2002: A TEORIA DA EMPRESA E A UNIFICAÇÃO DO DIREITO CIVIL E “COMERCIAL”, dos magistrados paranaenses José Laurindo de Souza Netto e Juliano Albino Mânica, foi um dos vencedores do Concurso Nacional de Artigos Científicos: 20 anos de Vigência do Código Civil”.  O concurso teve abrangência nacional e foi organizado pelo Centro de Pesquisas Judiciais da AMB e pela Escola Superior de Advocacia (ESA) da OAB.  O objetivo do concurso foi o de fomentar o debate e a produção acadêmica no que se refere à aplicação e interpretação do direito civil codificado, dentro das seguintes áreas temáticas: I) Parte Geral; II) Obrigações; III) Contratos; IV) Responsabilidade Civil; V) Coisas; VI) Família; VII) Sucessões; VIII) Direito Digital. O artigo em coautoria dos magistrados paranaenses está entre os premiados na área temática da “Parte Geral” e tratou de discutir sobre a unificação do direito civil e empresarial e do embasamento na teoria da empresa para verificar se e em que medida decorreu um tratamento jurídico adequado à atividade econômica de mercado no Brasil após o decurso de 20 de vigência do Código Civil. Participaram magistradas e magistrados inscritos na AMB e advogados e advogadas inscritos nos quadros da Ordem. Ao todo, foram premiados os três primeiros colocados em cada uma das oito áreas temáticas indicadas, totalizando 24 artigos.  Os textos selecionados farão parte de uma publicação exclusiva que será divulgada em evento científico no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em data a ser definida. Os escolhidos apresentarão os trabalhos em palestras de 20 minutos de duração precedida por cerimônia de entrega dos respectivos diplomas/certificados.

Palestras do Desembargador José Laurindo de Souza Netto nas Universidades de Roma e Palermo

No próximo dia 12 de outubro de 2023, o ilustre professor decano e ex-diretor geral da Emap – Escola da Magistratura do Paraná, Desembargador José Laurindo de Souza Netto, estará participando de um evento especial nas prestigiosas universidades italianas. No dia 12 de outubro, o Desembargador José Laurindo de Souza Netto proferirá uma ‘lectio magistralis’ na Universidade La Sapienza de Roma. Sua palestra terá como tema “Lo statuto dell’acqua. Transizione ecologica. Profili giuridici, economici e sociali” (O estatuto da água. Transição ecológica. Perfis jurídicos, econômicos e sociais), uma abordagem essencial sobre questões legais relacionadas ao meio ambiente e à gestão da água. Este evento marca a inauguração do curso de Instituições de Direito Público na Universidade La Sapienza de Roma. Em 14 de outubro, o Desembargador José Laurindo de Souza Netto continuará compartilhando seu conhecimento na Itália, ministrando outra ‘lectio magistralis’ na Universidade de Palermo, com o mesmo tema abordado em sua palestra anterior. A participação do Desembargador em ambas as universidades representa um importante intercâmbio acadêmico e uma oportunidade única para estudantes e professores aprofundarem seu entendimento sobre questões jurídicas relacionadas ao meio ambiente e à água. Essas palestras prometem contribuir significativamente para o diálogo acadêmico internacional e o enriquecimento do conhecimento jurídico em um momento em que questões ambientais se tornaram de importância crítica em todo o mundo. Acesse o artigo: Artificial Intelligence and the Law of the future.

Revista Judiciária do Paraná aguarda artigos até o dia 10 de outubro

Autoras e autores interessados podem encaminhar até o dia 10 de outubro novos artigos jurídicos para a próxima edição da Revista Judiciária do Paraná. Os textos e uma autorização de publicação devem ser enviados pelo link (https://www.revistajudiciaria.com.br/envio-de-artigos). A Revista Judiciária do Paraná é uma publicação da AMAPAR em parceria com a Editora Bonijuris e a Escola da Magistratura do Paraná. Mais informações no WhatsApp (41) 2169-5714. *Capa da última edição da Revista Judiciária do Paraná. Acesse as edições da revista aqui.

Presidente da AMAPAR e diretor-geral da EMAP alinham frentes de atuação com a diretoria da APMP

O presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (AMAPAR), Jederson Suzin, e o diretor-geral da Escola da Magistratura do Paraná (EMAP), Osvaldo Canela Junior, participaram na quinta-feira (31/08) de reunião, na sede da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), com a presidente da entidade, Symara Motter.  Também presentes demais dirigentes da APMP, como o 1º vice-presidente, Fernando da Silva Mattos, e o 2º vice-presidente, Jorge Fernando Barreto da Costa.  Na reunião, as autoridades alinharam atuações conjuntas entre as Associações, em prol do fortalecimento das prerrogativas da Magistratura e de integrantes do Ministério Público, da ativa e aposentados.

EDITAL Nº 001/2023 – Concurso de Juiz Substituto do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR)

A Escola da Magistratura do Paraná (EMAP) tem o orgulho de anunciar a abertura das inscrições para seu curso preparatório “Reta Final” para o tão aguardado concurso de Juiz Substituto do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR). O edital para este concurso foi publicado hoje, dia 04 de setembro de 2023, e promete ser uma oportunidade imperdível para aqueles que almejam ingressar na magistratura paranaense. O TJPR está oferecendo um total de 27 vagas imediatas, com uma remuneração inicial de R$ 30.617,25, além de diversos benefícios e auxílios que tornam essa carreira ainda mais atrativa. Os candidatos interessados em concorrer a essas vagas devem ficar atentos ao prazo de inscrição, que estará aberto a partir do dia 11 de setembro até o dia 10 de outubro de 2023. As inscrições devem ser realizadas diretamente no site da banca examinadora, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mediante o pagamento de uma taxa no valor de R$ 306,17. A prova objetiva, que é a primeira etapa do concurso, está programada para ser aplicada no dia 3 de dezembro de 2023. Os candidatos deverão se preparar intensivamente para enfrentar este desafio que é o primeiro passo rumo a uma carreira na magistratura. E é nesse ponto que a EMAP se destaca. A EMAP é reconhecida por ter o maior índice de aprovação nos concursos para Juiz Substituto do TJPR. Seu curso “Reta Final” oferece um programa de estudos abrangente, ministrado por professores experientes e qualificados, que estão familiarizados com as especificidades do concurso. Os alunos contarão com aulas focadas em resolução de questões, simulados e acompanhamento personalizado, tudo projetado para maximizar suas chances de aprovação. Para mais informações e para garantir sua vaga no curso preparatório “Reta Final” da EMAP, acesse a página do curso.. Prepare-se com a melhor escola de magistratura do Paraná e dê o primeiro passo em direção a uma carreira de sucesso como Juiz Substituto no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Lembre-se, o sucesso começa com a preparação adequada, e a EMAP está aqui para guiá-lo em cada passo do caminho.

Escola da Magistratura do Paraná completa 40 anos: conheça o caminho para se tornar um juiz

Fonte: Rodolfo Luis Kowalski https://www.bemparana.com.br/ A Escola da Magistratura do Paraná (EMAP) está celebrando 40 anos de história. Fundada em 1983 com o propósito de atualização, aperfeiçoamento e especialização de magistrados e a preparação de bacharéis em direito para o exercício da magistratura, a instituição é hoje a que mais aprova no concurso para magistrados do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). E afinal, qual o caminho até alguém virar um juiz? Dr. Osvaldo Canela Júnior, diretor-geral da EMAP Para responder a essa pergunta, o Bem Paraná conversou na última semana com Osvaldo Canela Júnior, juiz substituto do TJPR que está há 28 anos na magistratura e hoje é diretor-geral da EMAP. Segundo ele, o caminho até alguém virar um juiz é árduo e exige uma preparação muito boa, até por conta da enorme concorrência no concurso público. “Mas para quem tem o sonho de ser magistrado, vale toda a pena do mundo ingressar nesse caminho aí”, garante o magistrado. O salário inicial, por exemplo, é bastante atrativo: R$ 28.884,20 (considerando a remuneração inicial bruta do cargo de Juiz Substituto prevista no último concurso público realizado pelo TJPR, em 2021). Além disso, trata-se de um cargo vitalício. Ou seja, transcorridos dois anos desde a posse e exercício da função, o magistrado só perderá o cargo em decorrência de sentença judicial transitada em julgado. O primeiro passo para alguém virar um magistrado, naturalmente, é obter o título de bacharel em direito. Concluída a graduação (num curso que dura cinco anos), ainda é necessário acumular mais três anos de experiência atuando na área jurídica. “Tem que ter atuação comprovada na área jurídica: pode ser na advocacia, no assessoramento ou até em outras atividades. Aí pode começar a prestar o concurso”, explica o diretor-geral da EMAP. Os caminhos possíveis para ser um magistrado Para quem quer virar um magistrado, são três os caminhos possíveis, basicamente: o chamado quinto constitucional, o concurso público para magistrados e uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). No caso da Suprema Corte, a indicação é feita pelo Presidente da República, que deve escolher um nome de “reputação ilibada e notável saber jurídico”. Outra possibilidade é o quinto constitucional: uma cota reservada ao Ministério Público e a advogados na composição dos tribunais (num tribunal com 20 juízes, por exemplo, quatro lugares devem ser preenchidos por integrantes do MP e advogados). Para pleitear uma dessas vagas, no entanto, o candidato deve ter mais de dez anos de carreira na área jurídica. E passará por dois filtros: uma lista sêxtupla encaminhada pela OAB e o MP ao Tribunal local, que vai escolher três nomes a serem encaminhados ao governador, que por fim decidirá quem assumirá o cargo de desembargador. O caminho mais comum, no entanto, é via concurso público, com o novo magistrado iniciando a carreira como juiz substituto, quase sempre num município no interior. “É um minho que exige de você uma outra metodologia te permite também entrar um pouco antes na carreira. Mas é um caminho diferente. Quem entra pelo quinto já entra diretamente no Tribunal [assume como desembargador]. Quem entra por concurso já faz toda a carreira [o caminho desde juiz até desembargador]”, explica Canela Júnior. Da aprovação à vitaliciedade existe todo um processo Depois dessa sindicância, o candidato é aprovado definitivamente no concurso e então nomeado. Antes de assumir e começar a exercer a função jurisdicional, no entanto, o agora magistrado ainda vai passar por um curso inicial de juízes, que dura de três a quatro meses. “Então esses candidatos aprovados vão ficar um bom tempo estudando, se preparando, e aí depois vão para a sua comarca de destino. Nesse momento é também nomeado ou designado o chamado juiz formador, pela Corregedoria Geral da Justiça. Esse juiz formador vai ser o responsável por te acompanhar, como se fosse o seu orientador”, explica o diretor-geral da EMAP. Esse juiz formador é quem vai dar todo o amparo necessário ao novo magistrado até o seu vitaliciamento, o que ocorre dois após após a posse e exercício do cargo, quando o novo juiz deixa de ser demissível administrativamente e se torna vitalício. “Geralmente começa pelo interior e vai subindo devagar, aos poucos: nós temos todo um sistema de promoções, de remoções…” Etapas Como funciona o concurso público As matérias para o concurso público da magistratura são definidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas as provas são aplicadas pelos respectivos tribunais (Justiça Estadual, Justiça Federal e Justiça do Trabalho, os TJs, TRFs e TRTs) e divididas em quatro fases, essencialmente. A primeira delas envolve uma prova objetiva, com questões de múltipla escolha. “São 100 questões e a nota de corte é razoavelmente alta: de 100 questões, você vai ter de acertar pelo menos 78, às vezes até 83 questões”, conta o magistrado. Se passar pela primeira etapa, vem uma nova avalição, com prova escrita. “São redações que você vai fazer. Por exemplo, vem um tema sobre responsabilidade civil e você vai ter de discorrer sobre aquilo, mostrar o que sabe sobre aquilo. Nessa mesma prova, você vai ter um exercício prático também: vai ter que fazer uma sentença. Vão dar um caso e aí o candidato vai elaborar uma sentença com todos os detalhes na sequência”. Superada mais essa fase, aí vem a convocação para uma prova oral, que acontece numa espécie de anfiteatro e costuma ter uma banca examinadora composta por desembargadores, juízes mais antigos e membros do Ministério Público questionando os candidatos. “Se ele for novamente aprovado, aí passa pelo último estágio, que vai é um estudo social para verificar os antecedentes dessa pessoa. Vai ser analisado se a pessoa tem antecedentes penais ou não – se for uma coisa pequena, que foi arquivada, não tem maior problema. É feito uma espécie de investigação da vida da pessoa, testes psicológicos também, buscamos indicações de pessoas com quem o candidato já tenha trabalhado…”, detalha Canela Júnior. Fonte: Rodolfo Luis Kowalski https://www.bemparana.com.br/

Com merecidas homenagens, magistratura e comunidade jurídica aplaudem a celebração dos 40 anos da EMAP

HOMENAGEM – Magistrados que dirigiram a instituição ao longo dos últimos 40 anos receberam a comenda ” Desembargador Alceu Conceição Machado”. Noite de merecido congraçamento celebrou os 40 anos de fundação da EMAP nesta quinta-feira, dia 24, no auditório da AMAPAR, em Curitiba. O encontro foi marcado pela homenagem aos diretores que passaram pela instituição, que receberam dos professores e funcionários a medalha “Desembargador Alceu Conceição Machado”, saudoso magistrado que empresta o nome à honraria e foi responsável pela fundação da EMAP em 17 de junho de 1983. As origens e a importância da EMAP foram lembradas pelo presidente da AMAPAR, Jederson Suzin, ao fazer a abertura da solenidade. “Muito do que sou como magistrado devo às lições ali aprendidas com mestres da mais alta qualificação técnica e humana”, disse. Atual diretor-geral a EMAP, Osvaldo Canela Júnior, fez merecidas homenagens a todos e a todas que contribuíram com a Escola desde a fundação e ressaltou a importância da instituição. “Desde a sua fundação, a EMAP trilhou um caminho de distinção e excelência, marcando sua trajetória com eventos notáveis, que ressoam com o vigor do conhecimento e o compromisso com a Justiça”, afirmou. O presidente do TJPR, desembargador Luiz Fernando Tomasi Keppen, prestigiou a celebração e lembrou do tempo em que foi aluno da Escola. “Nós só podemos querer que a Escola tenha uma pujante história e que ela continue a prestar todo esse belíssimo serviço”, comentou. O magistrado Geraldo Dutra de Andrade Neto, presidente honorário da AMAPAR, representou a AMB e também falou da importância da Escola. “Vocês [diretores] formaram gerações e gerações de magistrados e a magistratura do Paraná foi beneficiada com essas ações”, ressaltou. A solenidade também foi marcada pelo lançamento da 20ª edição da revista Toga e Literatura, periódico cultural da AMAPAR, que tem como editora a professora Chloris Elaine Justen de Oliveira, diretora do departamento de Arquivo e Memória e que também foi homenageada. “São 40 anos de uma Escola que dignifica as instituições do ensino jurídico, o Poder Judiciário, a Magistratura e os cultores do Direito”, lembrou Chloris. Destaque, ainda, para homenagem aos colaboradores da EMAP que receberam láureas de agradecimento pela dedicação e presteza. O evento foi encerrado com uma brilhante palestra a cargo do professor Renato Mocellin, profundo conhecedor da história paranaense que discorreu sobre os principais personalidades e fatos dos últimos séculos na terra das araucárias. Além dos homenageados, participaram da celebração os diretores da EMAP, como a supervisora pedagógica, juíza Rafaela Mattioli Somma; a diretora do núcleo de Curitiba, juíza Carolina Fontes Vieira e o vice-diretor do núcleo de Curitiba, Diego Paolo Barausse. Também presentes demais magistrados e magistradas, colaboradores, familiares dos homenageados e amigos.